Quinta do Pisão
Na Redonda, Em Valongo do Vouga após um incêndio em 1978, num enclave de eucaliptos nasceu um sonho que quase trinta anos depois continua a ser um dos modos de vida e uma faceta pouco conhecida de António Bastos, a Quinta do Pisão.
António Manuel da Silva Bastos nascido a 28 de Maio de 1952, ( data que refere com orgulho Portista como sendo a da inauguração do antigo estádio das Antas )
Passou na escola primária de Arrancada do Vouga pela mão da Professora Beatriz de Moura, frequentou o liceu em Aveiro e a licenciatura de medicina na Faculdade de medicina da universidade de Coimbra. O estágio profissional decorreu no Hospital de Aveiro e exerceu Serviço médico de periferia, em Ponta Delgada nos Açores. O serviço militar obrigatório foi passado no Regimento de Artilharia pesada das Vendas Novas e já com o posto de Alferes foi médico no BSM Batalhão de Serviços e Material no Entroncamento e conclui o serviço no BIA Batalhão de Infantaria de Aveiro. Em 1983 foi Presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga durante um mandato e é militante do Partido Socialista.
Exerce actualmente a sua profissão no Centro de Saúde de Águeda e possui uma clínica privada na Aguieira, é também o responsável da medicina desportiva da Associação Desportiva Valonguense e presta serviços de Medicina Laboral numa empresa privada.
É presidente da Assebleia do Grupo Desportivo Amador de Valongo do Vouga desde da sua fundação em 1974. É caçador de perdizes e pescador de trutas, considerando-se um amante da natureza. É casado e tem duas filhas.
A Quinta do Pisão na Redonda, em Valongo do Vouga a 3 Kms do centro da Freguesia é uma pequena quinta de 1.5 Hectares onde a vinha e os citrinos predominam.
É neste micro-clima que são produzidos de forma tradicional vinho tinto e vinho branco. As castas do branco são Bical e Maria Gomes, os Tintos utilizam Baga e Touriga Nacional. Desta produção resulta em média 1000 garrafas de Branco e 1500 garrafas de Tinto. O objectivo desta produção serve o consumo próprio e para os amigos que ajudam nessa labuta, actividade sem fins lucrativos que está associada à gastronomia da pesca e da caça. É na adega que muitos momentos de bom convívio são vividos nas diversas etapas e nos interregnos. A vindima deste ano está programada para Outubro, o ano foi bom, em quantidade e qualidade, com padrões de exigente fitossanidade, tendo atingido de um modo geral um bom estado de maturação.
O tinto sofrendo o processo da maceração em lagar, segue para a trasfega para cubas de inox até à fermentação, depois é trasfegado para cascos de madeira para envelhecimento onde repousa cerca de oito meses. O Branco utiliza o processo de bica aberta directa para a cuba de defecação, 24 horas depois é trasfegado para uma cuba limpa, sendo novamente trasfegado após a fermentação. A poda a amanha e o tratamento e a vindima segue o espírito de entreajuda. Manda a tradição que em Novembro no S. Martinho é provado o vinho com as castanhas, curiosamente na Quinta do Pisão há a prova dos homens e a prova das mulheres que é realizada o no dia seguinte.
A prova que o RA saboreou foi um branco frutado e aromático com frutos maduros e muito seco, servido fresco, um néctar que, com privilégio, pudemos apreciar.
Segundo António Bastos, as melhore colheitas foram dos anos de 2001 e 2005.
Artigo publicado no Semanário RA
Nota: Correcção da data de Nasccimento do Dr. Bastos que não é 25-05-1952 mas sim 28-05-1952 e não é presidente da Direcção do GDA, mas "Presidente da Assembleia do GDA"