Notícias sobre Valongo do Vouga
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
O Posto Médico da Casa do Povo de Valongo do Vouga!

 

 

 

Em 1943, Joaquim Soares de Souza Baptista publicou um livro “O que nos deu para fazer e escrever”

 

…“ E para que amanhã o esquecimento não venha a trazer a mesma ignorância sobre o nome das minguadas coisas que temos levado a cabo – e tão somente por isso, que não nos move nenhum sentimento de vaidade – no final deste livrito daremos relato do pouco devido à nossa iniciativa em prol do bem paroquiano.” ….

 

E termina “o livrito” (como modestamente o adjetiva e que deveria ser leitura obrigatória de todos que vivam, nasceram ou passaram em Valongo do Vouga):

 

“Ao que nos levou o amor à nossa Terra:

 

Concorremos para que fosse restaurada a capela de São Sebastião, hoje de Santo Afonso, na igreja matriz. Mandamos na mesma refazer o teto da capela--mor e apôr-lhe a tela de S. Pedro, pescador ; reedificar a capela de Santo António com a escadaria que lhe dá acesso, pois, a soleira daquela está assente à altura das paredes laterais, adiante da frontal do anti-

go templo, tendo o talude a sul recuado bastante, assim corno o muro a norte da estrada, a fim de obter-se recinto que ao conjunto imprimisse relativa grandeza ; e assim a capela da Senhora da Conceição em terreno adquirido aos filhos do Dr. Manuel Sobreiro, e demolir a antiga, que existiu no largo a nascente daquela. Para a nova construção concorreu o povo com trabalho, material e dinheiro, representando tudo diminuta importância ; Pedimos e pagamos a instalação de telégrafo ira estação postal de Arrancada, e auxílio prestamos mais tarde para que a esta fosse dado um posto telefónico,  que posteriormente, pela reorganização dos serviços postais, telegráficos e telefónicos, ficou a servir também para a transmissão de telegramas à estação de Águeda ; No apeadeiro de Valongo mandamos ampliar o logradouro para que a Direcção dos C. F. V. Vouga estabelecesse desvio onde pudesse efectuar-se carga e descarga de mercadorias, o que fêz, impondo-se também apreciável dispêndio. E uma estação seria hoje talvez Valongo, se contrariado nos não viramos relativamente ao auxílio a pedir ao Estado; Adquirimos a antiga escola de Valongo e respectivo terreno, àquela melhorando com substancial reforma, e dela e da maior parte do terreno fizemos doação ao Estado, à condição de ali ser colocada como professora rainha sobrinha Maria Soares Martins, já falecida; condição cumprida; Promovemos o acabamento do quarto salão escolar de Arrancada e o levantamento do muro face à rua com o respectivo portão Também do edifício da Casa do Povo ao seu Corpo Directivo fizemos doação, e já um terreno lhe adquirimos para construção de moradias apropriadas a sortear pelos jornaleiros que poisada não possuem; Com o auxílio de alguns conterrâneos, em comparticipação, organizamos a Sociedade Eléctrica de Valongo do Vouga, L.da, que estendeu já em boa parte da Freguesia a sua rede, e esta completará advinda que seja a paz; Uma grande tela, terminada, de Ceslestino Seia, exaltará o retábulo da capela-mor da igreja.

 

Curiosamente não encontrámos alusão ao posto médico, mas esta pequena citação do nosso conterrâneo, Benemérito, Joaquim Soares de Souza Baptista, serve para justificar que haverá sempre nas gerações vindouras alguém que o recordará, nem que um terramoto ocorra e deite por terra o que é visível aos homens, na nossa memória coletiva, essa marca será indelével.

 

Ocorre citar uma teoria e um “princípio” que aprendemos na escola, a lei de Lavosier, “Na natureza nada se perde tudo se transforma”… Se transpusermos para a nossa vida esse “conceito” poderemos aceitar de forma diferente os diversos sentimentos de perda que temos no nosso percurso terrestre.

 

Que queremos dizer com isto?

 

A simples ideia de que a Casa do Povo de Valongo do Vouga “perde”  o posto médico que durante décadas acolheu gratuitamente, no qual investiram as sucessivas direções obras para o manter a funcionar a favor da sua população, então o princípio do seu fundador deve ser respeitado.

 

Se as circunstâncias do presente exigem medidas de exceção, que sejam, mude-se o modelo de gestão do edifício, deixando de estar ao serviço do estado, passando para o domínio privado, numa parceria entre a instituição – Casa do Povo de Valongo do Vouga ( IPSS ) e um grupo de profissionais de saúde,  num modelo e acordo que possa ser proposto e negociado pela direção e que  possa ser convertido em créditos: um “lote diário” de consultas grátis para os mais carenciados.

 

Alguém vê algo de errado nesta nossa proposta?

 

Assim, rumo ao futuro, e com os olhos postos no presente, também devemos ter a inteligência de ver que há quem tenha o mesmo comportamento e atitude do Benemérito  Joaquim Soares de Souza Baptista e com generosidade queira o melhor para Valongo do Vouga, isso também é de louvar. Isso também fará parte da história e da nossa memória coletiva e um dia, certamente repetir-se-ão os ciclos de história!

 

 

O nosso aplauso para os mecenas!

 

 

Para terminar, haverá alguém ou algum grupo de interesses, que não agiu de forma transparente  a favor de Valongo do Vouga?

 

Não somos donos da verdade, agora, esse custo político, não nos preocupa, não somos políticos, esse ” custo”, será certamente “refletido  com valor acrescentado” nas próximas eleições…

 

Nós só queremos “votos” de boa saúde!

 

…………………………………….

 

Nota: Este texto é um artigo de opinião do autor e lógicamente cabe às instituições em sede própria  debater e tomar as decisões pelas quais estão estatutariamente obrigadas!



publicado por Filipe Vidal às 11:17
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